Instituto Pensar - Ex-ministro da Saúde só vê Brasil imunizado contra Covid em 2023

Ex-ministro da Saúde só vê Brasil imunizado contra Covid em 2023

por: Eduardo Pinheiro


Vacinação contra Covid-19. Foto: Pref Caruaru

Na avaliação do ex-ministro da Saúde Arthur Chioro (PT), o Brasil só estará imunizado contra a Covid-19 em 2023. Sob as rédeas do governo negacionista do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o país ficou isolado na luta internacional: "A gente tá indo pro final da fila?, afirmou.

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"Nós perdemos a liderança regional na campanha da imunização. Quando a gente se isola a gente tá indo pro final da fila. Nós só conseguiremos uma cobertura vacinal adequada para chegara ao controle da Covid no final do ano que vem?, afirmou em live do Brasil de Fato no dia 21 de janeiro.

Médico sanitarista e pesquisador da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Chioro explica que o impacto mais importante da vacina é a proteção coletiva, a partir do momento em que o país atinge um percentual necessário de vacinação.

"Nós precisamos de vacina para todos os brasileiros e brasileiras, precisamos nos planejar pra garantir vacina pra todos?, ressaltou Chioro.

O governo federal, no entanto, jamais teve um plano de combate à pandemia, como os Estados Unidos e todos os demais países do mundo, além de investir em remédios sem eficácia comprovada e atrasar a demanda da vacina.

O ex-ministro considera que a responsabilidade em relação ao patamar de mais de 200 mil mortes causadas pela pandemia deve ser cobrada do atual governo.

"Já passou de hora não apenas de um impeachment, mas de apuração das responsabilidades, porque eu considero que as medidas adotadas pelo governo são um atentado à vida?.

Vacina russa

A maior aposta de Bolsonaro é a vacina da AstraZeneca/Oxford, que não está sendo recomendada para pessoas de mais de 65 anos de idade pelos governos da Alemanha, Áustria e França, por falta de testagem neste grupo de risco.

A boa notícia é a publicação do estudo de terceira fase da vacina russa Sputnik V na revista britânica, com 91,6% de eficácia.

O Consórcio Nordeste quer comprar 50 milhões de doses da vacina, que será produzida no Brasil pela Farmacêutica União Química, mas ainda depende da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Com informações do Brasil de Fato e Portal Vio Mundo



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